Mensagens

Marrocos. Marraquexe e Ouarzazate

Imagem
A aventura marroquina (Marraquexe e Ouarzazate) teve início com a viagem de comboio. Primeiro, entre o aeroporto de Casablanca e a estação ferroviária de Casa Voyaguers. Da janela vislumbrava-se uma paisagem característica dum país pobre. Bairros-de-lata, lixo do chão - reciclar é, infelizmente, um privilégio dos países desenvolvidos, crianças a brincar num rio poluído e a acenar aos turistas incrédulos. Depois de cerca de uma hora de transbordo, foi tempo de embarcar em Casa Voyaguers com destino a Marraquexe. A maior parte das pessoas que entraram nesta estação não tiveram lugar sentado. O comboio vinha cheio e os passageiros tiveram de se amontoar no corredor das carruagens. Passado 15 minutos e após ter parado numa uma estação, lá conseguimos arranjar dois lugares num compartimento para oito pessoas, cheio de homens a tresandar de suor. As opções não eram muitas, caso contrário, seria uma viagem de 3 horas de pé e debaixo de 35 graus centígrados. Uma vez chegados...

Viagens Sem Fronteiras

Imagem
Gosto de viajar. Aliás, sempre gostei de o fazer. Mas aborrecia-me o facto de ter de seguir as sugestões das agências de viagens, de ficar "fechado" num hotel cheio de atividades desinteressantes, ou de ficar na praia de papo para o ar a "gangrenar".     Acho muito mais interessante cruzar-me com as pessoas, conhecer os seus hábitos, apanhar os mesmos transportes, comer nos mesmos espaços, conhecer a sua cultura e história e, acima de tudo ser eu a decidir o que fazer, ou seja viajar de forma independente. No entanto, tinha medo do desconhecido. Apesar de conhecer no papel receava o que me podia acontecer.     Um dia oiço falar de um tal Gonçalo Cadilhe. Leio os seus livros e gosto da maneira simples e percetível como retrata os locais que visita. Apercebo-me que, afinal, não deve ser assim tão complicado viajar como, sempre quis. Traço o itinerário, trato tudo pela net, meto a mochila às costas e lanço-me à aventura. No verão de 2007, inicio aqui...